A ordem de serviço, do balcão até a entrega

O aparelho entra, passa por etapas com prazo e responsável, e sai com laudo e garantia registrados. Quem procura o aparelho na prateleira, quem responde o cliente que ligou e quem fecha o mês leem a mesma ordem.

Nove etapas, e nenhuma inventada

Toda ordem está em uma destas etapas: Aberta, Em avaliação, Orçamento enviado, Aprovada, Em andamento, Aguardando peça, Concluída, Entregue e Cancelada. São nove, elas vivem num lugar só do código, e a lista é a mesma no painel, na lista de ordens e na etiqueta.

Isso parece detalhe até acontecer o contrário. Numa base migrada de 5.942 ordens, 4.748 estavam entregues e 1.180 canceladas — e um painel que conhecia só cinco etapas mostrava as duas coisas como “Aberta”. O dono abria o sistema de manhã e via a oficina inteira em aberto. Etapa que o sistema não conhece aparece com o próprio nome, em cinza, para alguém perguntar o que é — nunca disfarçada de outra.

A pré-ordem é uma etapa à parte na tela: é a ordem já aberta com o aparelho ainda na mão do cliente. Misturada com “Aberta”, ela faria alguém procurar na prateleira um aparelho que nunca chegou.

O orçamento sai em três faixas, com a garantia ao lado

Quando a peça tem opção, o orçamento apresenta Econômica, Intermediária e Premium, ordenadas pelo valor, com o prazo de garantia e o prazo de execução de cada uma. Essa classificação sai do cálculo, do cadastro da peça — não da redação do texto.

A distinção importa: quando a redação do orçamento é reescrita para sair no tom da loja, uma conferência automática reprova quatro coisas antes de o texto chegar ao cliente — valor que não veio do cálculo, opção que sumiu no caminho, prazo de garantia diferente do cadastro, e citação de fornecedor. Garantia inventada num orçamento é a que a loja acaba honrando.

Devolvido sem conserto não é conserto entregue

Reparo inviável, peça que não existe mais, orçamento não aprovado: a ordem é entregue como qualquer outra, mas fica marcada como sem reparo. As rotinas que falam com o cliente depois — pesquisa de satisfação, manutenção preventiva — pulam essas ordens.

É uma linha de código que existe por um motivo constrangedor: sem ela, o sistema manda “e aí, como está o aparelho depois do conserto?” para quem levou o aparelho de volta do mesmo jeito que trouxe.

O que anda junto com a ordem

  • Fotos de entrada e de saída

    O estado em que o aparelho chegou, registrado na abertura. É o que responde a discussão sobre a trinca que já estava lá.

  • Peças e serviços com baixa no estoque

    A peça aplicada na ordem sai do estoque, e o custo entra no resultado daquela ordem. Não é digitação em dois lugares.

  • Acompanhamento pelo cliente, por link

    O cliente abre o portal por um link, sem login e sem cadastro, e vê em que etapa está o aparelho dele. O endereço leva o código no fragmento, que não vai para o log de acesso do servidor.

  • Impressão e etiqueta

    Ordem de entrada, ordem de saída, orçamento e etiqueta de prateleira saem prontos para a impressora térmica ou comum.

  • Entrega com motoboy

    A corrida é oferecida a um entregador de cada vez, e não disparada para todos ao mesmo tempo.

Multiempresa de verdade

Cada loja é um inquilino isolado, e o filtro por empresa é aplicado na camada de banco — não é uma cláusula que alguém precisa lembrar de escrever em cada consulta. Quem tem duas lojas vê duas lojas separadas, com numeração de ordem própria em cada uma.

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